Estádio Heriberto Hülse: Criciúma avalia acordo de naming rights no espaço
A prática de comercializar os naming rights de estádio tem ganhado espaço no Brasil. A medida é uma alternativa viável para a captação de recursos e modernização das arenas. Seguindo a tendência, o Criciúma estuda a renomeação do Estádio Heriberto Hülse.
A tradicional casa do Tigre, apelidada de Majestoso, pode atrair investimentos de terceiros para fortalecer a sua estrutura financeira. A iniciativa reflete uma mudança no futebol brasileiro, que apresenta cifras milionárias e prioriza a sustentabilidade econômica.
Para fins de comparação, o Campeonato Brasileiro tem oito estádios que, juntos, somam cerca de R$ 2 bilhões em contratos de naming rights. A edição deste ano conta com espaços como o Morumbis (São Paulo), o Allianz Parque (Palmeiras) e a Arena MRV (Atlético-MG).
A diretoria do Criciúma está ciente sobre a nova tendência do futebol brasileiro, mas indica que não existem alternativas viáveis para alterar a nomenclatura do Estádio Heriberto Hülse. O clube aponta que ainda não desperta o interesse de grandes investidores.
Vale ressaltar que, em novembro de 2023, surgiram especulações de que o Tigre teria encaminhado um acordo de naming rights com uma empresa privada. Posteriormente, a possibilidade foi negada pela diretoria do clube através de nota oficial.
Criciúma quase mudou o nome do Estádio Heriberto Hülse
O Estádio Heriberto Hülse quase teve uma alteração de nomenclatura em 2019, de acordo com o ex-diretor de marketing do Criciúma, Júlio Remor. Na época, o Tigre teve duas reuniões para transformar o espaço em uma arena esportiva.
“Tivemos duas reuniões para transformar o estádio em arena e essa arena levaria o nome de um grupo empresarial. Mas é um processo que tem que ser bem avaliado. Como nosso estádio já tem um nome constituído, precisa passar por aprovação do conselho e dos torcedores patrimoniais”, disse o dirigente, em entrevista ao portal 4oito, em 2020.