Criciúma recebe aviso e não é dono do repasse envolvendo o zagueiro Nino, ex-Fluminense

O zagueiro Nino assinou contrato para defender as cores do Zenit, da Rússia, na última temporada. O valor do negócio gira em torno de 5 milhões de euros (cerca de R$ 27 milhões, na cotação da época) e o Criciúma detém um percentual no acordo.

Durante a transação, o Fluminense – responsável pela venda – garantiu 60% dos direitos econômicos, enquanto o Criciúma embolsaria 40% do montante. Entretanto, o clube catarinense não é o verdadeiro responsável pelo repasse de Nino.

Por mais que os 40% estejam vinculados ao Criciúma, o Tigre tem um acordo de repasse do valor para o ex-presidente Jaime Dal Farra e a sua empresa, a Gestão de Ativos (GA). O clube carvoeiro acertou o negócio durante a saída do mandatário.

“O Criciúma teve uma empresa que administrava o clube, a GA. Todo direito econômico é do Jaime Dal Farra. Como a Fifa não reconhece a empresa, fica no nome do Criciúma. Só que o Criciúma tem um compromisso. Tem esse acordo jurídico com o Jaime”, explica Vilmar Guedes, ex-presidente do Tigre, em contato com a Rádio Itatiaia.

Criciúma acerta novo acordo por Nino, ex-Fluminense

Por mais que não tenha direito ao percentual econômico do zagueiro Nino, o Criciúma acertou um novo acordo com o ex-presidente Jaime Dal Farra. O clube definiu que o Tigre receberá o valor de R$ 1,5 milhão em dinheiro, além de R$ 500 mil em permuta de tinta.

O Fluminense ainda está realizando o pagamento parcelado de R$ 8 milhões ao Criciúma. O ex-mandatário da equipe carvoeira terá direito a R$ 6,5 milhões.

Vale ressaltar que o Tigre ainda pode lucrar com o zagueiro através do mecanismo de solidariedade da Fifa. A entidade máxima do futebol destina 5% de toda a transação aos clubes que formaram os jogadores entre 12 e 23 anos.

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